Sumário
1.Editorial / Victor Neves
2.Pragmatismo, criatividade e preservação / Conceição Pereira de Carvalho
3.My name is Koolhaas, Rem Koolhaas / Fernando Manuel Domingues Hipólito
4.Habitação, sinónimo de qualidade de vida e de conforto humano... / Elisabete Freire
5.Máquinas de habitar e casas que habitam / João Marques
6.Ideologia e habitação : os modelos de habitação do Estado Novo / Luís Saraiva
7.Habitar é um conceito fundamentalista / Josep Mutañola
8.Habitar, o significado e sentido da habitação : uma reflexão / Maria João Pereira Neto, Maria Elisabete F. Freire
9.Habitar o futuro / Mário Chaves
10.Conceitos de habitar em arquitectura / Michel Toussaint Alves Pereira
11.A concha inicial / António Paulo Brito da Silva
12.Habitar - o projecto da arquitectura / Paulo Tormenta Pinto
Resumo:
O segundo número das Sebentas d’arquitectura é dedicado ao tema do Habitar. Este é seguramente um tema quase omnipresente nas preocupações dos arquitectos e dos alunos de arquitectura, porque é uma parte substancial da própria definição da Arquitectura – ou pelo menos de uma “possível” definição de Arquitectura, mais abrangente, que se possa encontrar na contemporaneidade. Continua (ainda) a ser consensual que a conformação e construção do espaço constitui o objectivo último da Arquitectura, mas que esse espaço não tem sentido verdadeiramente arquitectónico se não tiver condições optimizadas para ser habitado...
Construir e criar as condições qualitativas do habitar, constitui assim, o núcleo essencial da condição arquitectónica, que demarca, nomeadamente, a diferença entre a Arquitectura e outras artes.
Em que consiste este habitar (arquitectónico)? – Quais as propriedades qualitativas que sugerem a condição de “poder” habitar ou de “ser” habitado? Estas são questões que têm interessado um grande número de arquitectos e em particular os críticos e teóricos da arquitectura, sobretudo a partir dos anos 40 e do pós-guerra. (Victor Neves)