Sumário
1.As casas de Steven Hill-Habitar uma Analgia. / Rui Reis Alves
2.Habitar Habitando. / Mário Chaves
3.Coabitar. / Pedro Gama
4.Habitar a memória. / Maria de Jesus Carvalho
5.São Paulo, a cidade do avesso do avesso. / Rui Jesus
6.Habitar: configuração espaço doméstico. / Pedro Guedes Lebre
7.O habitar, a evolução da forma arquitectónica. / Marta
8.Open Space. / Pedro Novo
9.Habitar o Estado Novo. / Luis Manuel Pereira
10.Habitares. / João Rocha
11.Habitando. / Gonçalo Seabra
12.A casa mecânica. A máquina sob a forma de arquitectura. / Bruna Serralheiro
13.Habitar o Scriptorium. / 14.Artur Silva
14.Habitar o tempo e o espaço. / Filipe Grosso Silva
15.Habitar o limite e o Uncanny. / Maria João Soares
Resumo
A habitação nasce da distância à natureza, ganhando outro útero. Habita-se porque se quer. O sedentarismo necessário à civilização, exigiu primeiro a habitação depois a instituição. E ambas conhecem formas precisas e úteis, a que a Arquitectura tão bem responde. O habitar, que exige pensamento e construção, que Heidegger soube questionar, exige outras questões, que se afectam à memória individual e familiar, ao lastro acumulado das vidas, ao pó do sedentarismo, às vivências light das roulottes e das tendas, às vidas (im)pessoais dos hotéis, às revistas de decoração. Habitar é desejar ter história num lugar. A habitação legitima-nos enquanto indivíduos de famílias e é o veículo que legitima o presente e pressupõe o futuro. A virtualização do presente, desvirtua a necessidade física dos bens materiais que recheiam as habitações, mas não retira a capacidade íntegra da protecção para além da agressão da natureza e a necessidade elementar da manutenção da intimidade. Não houve ainda evolução que retira a capacidade protectora de um quarto enquanto se dorme, ou a unidade envolvente na evolução da geração seguinte.
(Mário Chaves)