Menu

Novidades


A cerâmica comum das villae romanas de São Cucufate (Beja)

A cerâmica comum das villae romanas de São Cucufate (Beja)

From 40,38 €
CB: ISBN 972-8397-26-7
Edição actualizada
Local: Lisboa
Ano: 2003
Páginas: 704
Acabamento: Brochado
Dimensões: A4
Quantity
Adicionar ao cesto Add to Wishlist

Sumário

I. Metodologia

1. As orientações da investigação da cerâmica comum romana
2. A investigação da cerâmica comum romana no Sul de Portugal
3. A escolha de uma metodologia para o estudo da cerâmica comum de São Cucufate

II. Apresentação

1. Os fabricos
2. Os horizontes históricos de São Cucufate
3. A tipologia das formas

III. Interpretação


1. A evolução cronológica da cerâmica comum de São Cucufate
2. A origem e as características da cerâmica comum de São Cucufate
3. O significado da cerâmica comum de São Cucufate
Resumo:

Resumo

A cerâmica comum foi sempre a parente pobre da grande família das cerâmicas romanas. Apesar de ser a mais abundante nos sítios de habitação, e aquela que preenchia as necessidades quotidianas de recipientes na cozinha, na despensa, à mesa, tem sido pouco aproveitada e pouco estudada. Esta tese surgiu da convicção de que a cerâmica comum tem um potencial de informação em larga medida inexplorado, e a capacidade de dar preciosas informações sobre a vida económica e social da região onde foi utilizada. O material escolhido foi o da villa romana de São Cucufate (Beja), ou seja, toda a cerâmica comum recuperada pelas escavações luso-francesas nas três villae que do século I d.C. até ao século V foram construídas e remodeladas umas sobre as outras.

A metodologia baseou-se na elaboração de tipologias independentes de fabricos e de formas, na quantificação de todo o material classificável, e na sua relação com seis horizontes cronológicos de ocupação da villa. Para enquadrar as formas, definiram-se categorias morfológico-funcionais, tipos, formas e variantes. O estudo das pastas, feito pela geóloga Anne Schmitt (Unité Mixte de Recherche 5138 - Archéométrie et Archéologie, Lyon), definiu 12 grupos petrográficos, alguns deles com vários tipos de fabrico.

O confronto da caracterização dos fabricos com a geologia da região permitiu distinguir produções regionais, de regiões próximas, como os vales do Sado e do Tejo, e de regiões distantes como a Bética e o Norte de África. Destaca-se a enorme importância das produções regionais, que sugere a total auto-suficiência da região relativamente a todos os tipos de recipientes necessários ao dia a dia, e um relativo desinteresse por outras cerâmicas vindas de fora e de maior qualidade técnica, como a cerâmica caulinítica e a cerâmica comum africana, a que não será alheia a interioridade geográfica de São Cucufate. O facto das produções regionais serem maioritariamente feitas com argilas que não existem nos arredores de São Cucufate mas a sul e a sudoeste, na zona dos gabros de Beja, bem como a presença dos mesmos tipos de cerâmica noutras estações do território de Beja, revela o dinamismo da economia de mercado regional.

As formas e os tipos de recipientes de São Cucufate revelam ainda uma romanização profunda, com a presença firme do prato raso, do almofariz, do alguidar e da bilha, que não existem no repertório pré-romano, e são indicadores de uma cultura alimentar e hábitos de mesa tipicamente romanos.

Por outro lado, as proporções da loiça de cozinha revelam que a panela, típica da alimentação tradicional à base de sopas, papas de cereais e alimentos cozidos em água abundante, é sempre maioritária e vai aumentando com o tempo. Os pratos, que reflectem uma alimentação mais evoluída e rica em alimentos sólidos, representam um quarto da loiça de cozinha até meados do século II e depois decrescem. Constata-se um progressivo retorno a uma alimentação mais tradicional, embora os hábitos romanos se mantenham presentes pelo menos até meados do século V.

Estimate this price in your currency

If it is not already displayed, select your target currency and click the button to convert. The result is calculated based on current market exchange rates.

Banks and other institutions charge you fees for conversion and handling of foreign currencies and so the final price on your credit card bill will likely be a few percent higher than the result displayed here. Use this just as a guide.

This service is provided by foreignexchangeresource.com